É desde cedo que se deve incutir um estilo de vida ativo e saudável, fundamental para o bem-estar de todos nós, sendo a promoção da atividade desportiva nas crianças um dos melhores meios para o fazer. São vários os benefícios que advêm da atividade física regular, como uma melhoria da saúde física e mental e o desenvolvimento da autoestima, do autocontrolo e da concentração, melhorando também o desempenho inteletual e escolar. O exercício físico é uma forma saudável das crianças se divertirem e conviverem, aproveitando a sua energia natural para melhorar a sua expressão e comunicação. Estas são fundamentais para o desenvolvimento de diversas competências, nomeadamente o trabalhar em grupo, o cumprimento de regras e os conceitos de cooperação e competição. Fazendo do exercício físico uma atividade recreativa, a criança desenvolve-se e aprende sem esforço e com muita diversão!

Há diversas formas de promover o desporto na criança de uma forma eficaz e positiva:

– É de extrema importância que o desporto seja visto como uma coisa positiva para a criança e não como uma fonte de pressão. Os pais devem mostrar e promover as possibilidades existentes, promovendo não só os benefícios mas também o lado recreativo do desporto. A motivação, o gosto da criança e a sua liberdade de escolha para determinada atividade desportiva é fundamental. Esteja atento ao gosto da criança por uma atividade específica e aproveite essa motivação para uma participação mais ativa e uma prática mais regular. Se vir que a criança gosta de dançar, poderá participar no ballet ou, por outro lado, se a criança gostar de piscina maior será a probabilidade de gostar de aprender natação. Se não conseguir verificar um gosto específico, poderão experimentar algumas modalidades, tendo em conta que é importante dar algum tempo para experimentar a atividade e ver se realmente gosta. Comecem por assistir a uma aula e depois frequentar entre 1 a 2 vezes por semana durante pelo menos um mês.

– Não se esqueça que é importante adaptar as atividades e o grau de dificuldade às caraterísticas e necessidades da criança, nomeadamente à idade. Se a criança não estiver ainda apta a nível motor, e a exigência for demasiado grande, poderá ir perdendo o interesse e acabar por desistir. Inicialmente, comece por estimular a motricidade grossa, através de atividades simples como o andar, o correr, o andar de bicicleta ou o jogar à bola. Aproveite para realizar esses exercícios com a criança, sendo também uma atividade de famíia, o que a vai deixar ainda mais motivada. Estes movimentos mais simples vão ser necessários para poder realizar movimentos mais complexos. De acordo com o desenvolvimento motor da criança, passe posteriormente para atividades em grupo, como jogos infantis como o jogo do lenço, o jogo da cadeira ou entrar numa equipa de futebol ou de dança.

– O desporto em equipa estimula a aprendizagem social através da promoção de competências como o aprender regras, o trabalho de cooperação e o respeito pelo outro. A criança aprende a socializar e adquire o conceito de competitividade e o saber ganhar e o saber perder, sendo aqui fundamental o papel dos pais. É importante que a criança aprenda que faz parte ganhar e perder, aprendendo a lidar com a derrota, e por isso não se esqueça que todos os esforços da criança devem ser positivamente reforçados, independentemente do seu sucesso e dos resultados obtidos.

– Há diferentes aspetos que poderão aumentar a motivação da criança em realizar exercício físico. O papel dos pais é de extrema importância, servindo de modelos, poderão estimular a exposição a diversas modalidades possíveis. Procure também saber que atividade desportivas existem na escola, na comunidade e que atividades frequentam os seus amigos. A oportunidade de poder acompanhar os colegas e amigos é extremamente reforçador para a criança, assim como existirá a possibilidade de a criança ser elogiada e reforçada pelos pares.

– Para além dos conceitos de competição, de cooperação e trabalho em equipa – fundamentais para a sua vida futura – é de extrema importância o continuar a ter brincadeiras e jogos infantis, indispensáveis para o seu desenvolvimento saudável e que fazem parte do ser criança!

 

 

Sofia Moreira, MS, Pós Graduada em Análise Comportamental Aplicada

Psícóloga

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